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O adeus a Paulo Moura, nas palavras de Walnice Nogueira Galvão

publicado em 19/07/2010

Desapareceu aos 78 anos o grande músico Paulo Moura, paulista de São José do Rio Preto, derrotado na luta contra um câncer linfático. O país perde uma de suas maiores personalidades artísticas. Seu corpo foi velado no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro.

Aclamado internacionalmente, de profissão era saxofonista e clarinetista.

Sua última gravação foi o CD de julho de 2009 AfroBossaNova. Depois disso, vinha trabalhando com João Donato, em tarefa que não chegou a ultimar.

Gravou cerca de 40 CDs. Influenciou, com sua arte de alta exigência, várias gerações, desde que freqüentava o famoso Beco das Garrafas, em Copacabana, onde a Bossa Nova nasceu. Seria o arranjador de Elis Regina em seus primórdios.Teve inúmeros discípulos, tendo formado vários dentre nossos mais destacados músicos, instrumentistas e cantores.

Transitava com igual maestria pelo samba, pelo choro, pelo jazz, pelos ritmos nordestinos, entre o popular e o erudito, sempre em busca de autenticidade, com sua grife de elegância e estilo.

Participou de um único filme, hoje um cult, compondo a trilha sonora, trabalhando como ator e tocando saxofone. Trata-se de Parceiros de Aventura (1980), com Milton Gonçalves e Reginaldo Faria, direção de José Medeiros e roteiro de José Louzeiro. Ali os fãs poderão apreciar sua extraordinária performance.

*Walnice Nogueira Galvão, crítica literária, integra o Conselho de Redação de Teoria e Debate.

Mais

- Livro: Ao som do samba, de Walnice Nogueira Galvão (Editado pela Editora Fundação Perseu Abramo)

- Videos:

Paulo Moura - "Ingênuo"

 

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Roberto Carlos e Paulo Moura - "Olha"

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Maysa e Paulo Moura - "Até quem sabe?"

 


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