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Diretas Já: O grito preso na garganta

publicado em 17/04/2006

Dados técnicos
Editora: Fundação Perseu Abramo
ISBN: 8586469912
Páginas: 120
Ano: 2003
Edição: 1ª
Acabamento: fotos e charges
Lingua: Português

 



Autor: RODRIGUES, Alberto Tosi (1965-2003)

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Sinopse
Coleção História do Povo Brasileiro
A mobilização pelas Diretas Já foi um dos momentos marcantes do fim do regime militar iniciado em 1964 e trouxe de volta às ruas o povo, em grandes comícios que ocorreram nas principais cidades do país. Este livro conta a história desta campanha cívica e das causas e conseqüências da derrota, em 1984, da emenda que restabelecia as eleições diretas para presidente do Brasil.

Apresentação

Vinte anos após o Golpe de 1964, o regime autoritário estava à beira da exaustão. Na verdade, desde 1974 vinha diminuindo sua capacidade de prender e arrebentar ou de fazer milagres. Ainda mais, apesar dos pacotes que baixava casuisticamente, o eleitorado começava a se manifestar em favor da oposição.

Em 1984, a campanha das Diretas Já, num crescendo vertiginoso, levou milhares e milhares às ruas e praças. Somados, milhões, em alto e bom som, celebraram, unidos, que ia acabar a ditadura militar.

Contudo, o autor Alberto Tosi Rodrigues salienta com propriedade que os donos do poder não haviam perdido o gosto – nem os meios – da sua perpetuação. Em polêmica sessão do Congresso Nacional, que foi acompanhada em todo Brasil, a Emenda Dante de Oliveira foi vencida.

Diretas Já – O grito preso na garganta identifica o processo dessa derrota amarga. Um setor oposicionista, que viria a fazer o próximo presidente, se ateve ao papel de oposição consentida pelos donos do poder; em particular porque temia, não só a ditadura, mas também o novo momento político brasileiro, de grande – e popular – radicalidade democrática. Consistiu tal processo em mais um frustrante episódio de “conciliação pelo alto”.

Este livro certifica o leitor, em contrapartida, de duas grandes novidades, reerguidas com esforço e astúcia. A ação popular e seus instrumentos de luta e organização, ambos decididos a reformatar o sistema político, assim como a democratizar o social, escapando de estratégias arquitetadas sem sua voz e vez. Apesar disso, o autor nos faz ver os limites da agenda das Diretas, que era pautada por um Congresso em que os novos sujeitos ainda pouco interferiam.

Foram batidas, mas não liquidadas. As energias e os movimentos que a campanha acionou eram, historicamente, expressivos demais para se esgotar com mais essa demonstração de desapego dos donos do poder pela vontade popular.

Antonio Luigi Negro
Departamento de História, UFBA

Sumário

Introdução

Capítulo 1. A ampliação do jogo político
Os atores e os desfechos possíveis
Política econômica e desagregação política
Governistas, oposicionistas e os primeiros passos da campanha

Capítulo 2. O povo toma a praça
Boca Maldita, Curitiba; praça da Sé, São Paulo
A primeira reação do regime
Praça Rio Branco, Belo Horizonte

Capítulo 3. Os contornos do indefinido
A lógica da negociação
A articulação dos lances decisivos

Capítulo 4. Na vertigem do efêmero
A vitória das Diretas Já
A derrota das Diretas Já
O grito preso na garganta

Epílogo. Um olhar sobre as Diretas Já, 20 anos depois

Cronologia

Notas e referências

Bibliografia

Crédito das imagens

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