Já não se trata do clima de "já ganhou": a maioria dos analistas políticos considera que a hipótese mais provável é que o próximo presidente da República chame-se Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo que isso ocorra, entretanto, não sabemos quando, contra quem ou de quanto ganharemos. Tampouco sabemos as condições exatas em que nos deixarão o país, nem as condições do governo. Muitas vezes o bom-senso esconde apenas um lugar comum. Já não se trata do clima de "já ganhou": a maioria dos analistas políticos considera que a hipótese mais provável é que o próximo presidente da República chame-se Luiz Inácio Lula da Silva.
Mesmo que isso ocorra, entretanto, não sabemos quando, contra quem ou de quanto ganharemos. Tampouco sabemos as condições exatas em que nos deixarão o país, nem as condições do governo.
Muitas vezes o bom-senso esconde apenas um lugar comum. Se é verdade que há vários cenários possíveis, é também verdade que aos estrategistas cabe estudar quais os planos de ação para cada um deles.
Até porque, em qualquer dos possíveis cenários, será enorme a expectativa popular. Compartilhamos da noção, portanto, de que os primeiros meses do governo Lula determinarão em boa medida o conjunto do mandato. Geralmente, os governos começam "em estado de graça": os adversários estão tímidos, os apoiadores estão satisfeitos com a simples vitória, as cobranças ainda são pequenas e a compreensão enorme.É muito pouco provável que isto vá se dar com o governo Lula.Seja porque os adversários serão mais ferozes, seja porque os apoiadores serão mais exigentes, ou ainda porque o próprio governo terá que começar a aplicar seu programa de reformas já no primeiro dia. A afirmativa acima deve provocar comichões nos adeptos da teoria econômica ortodoxa: primeiro estabilizar a economia, depois retomar o crescimento, depois realizar as reformas. Mas Teoria & Debate não tem compromisso com as ortodoxias, muito menos as desse tipo. Acreditamos sinceramente na idéia de que, num país como o Brasil, num governo como o de Lula, deve-se reformar para crescer, e só assim virá a "estabilidade" que interessa à maioria.
Tempo de decisão, por Odilon Guedes
A Batalha decisiva, por Paul Singer
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