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Correspondências

publicado em 13/02/2010

Amigos
Carlito manteve uma vasta correspondência com amigos muito diletos. Aqui estão alguns trechos dessa volumosa troca de cartas carinhosas, momentos luminosos da comunicação humana na busca do entendimento e do sentido de nossa existência. Certamente, os elogios rasgados que recebeu pelo correio de figuras tão ilustres infundiram ânimo para que continuasse fazendo o que mais gostava: semear amizades com flores e cartas.

Imprensa
E também teve uma intensa atividade epistolar ao longo da vida. Ávido leitor de jornal, não perdia oportunidade de comentar (quase sempre protestando) tudo que lia. No Painel dos Leitores da Folha de S. Paulo era presença constante com textos curtos e ácidos.

flores
Os ramalhetes de Carlito enterneciam seus destinatários e iluminavam eventos. A estréia de uma peça, o lançamento de um livro, um ato político ganhavam colorido especial com suas braçadas de flores. Mas os destinatários recebiam também pequenos tesouros, que eram textos recolhidos por Carlito ao longo da vida. Leitor voraz, não se contentava apenas com a fruição do que lia. Compartilhava com amigos e homenageados tudo aquilo que merecia ampla difusão. Eram poemas, pequenos excertos ou pensamentos recolhidos aqui e ali. A coletânea - aquele "farto material educativo-filosófico-humanista" nas palavras do poeta Carlos Drummond de Andrade - vinha com uma esperançosa advertência: "as utopias estão soltas por aí".

 

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