No início da minha adolescência eu me descobri através das letras de RAP, rolava uma identificação de cor, classe, geracional, musical, entre tantas outras. Foi através do RAP que eu comecei a ver-me como sujeito da minha própria história, e a ter sonhos inacabáveis. As músicas falavam dos problemas sociais, das contradições, e alimentavam meu espírito revolucionário, eu queria sempre mais, as vezes não sabia o que, mas eu desejava abraçar o mundo e fazer a diferença.
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O centro e a periferia de São Paulo são cenários desta grande reportagem sobre a cultura hip hop, um fenômeno que representa uma resposta política e cultural da juventude excluída. O livro dá voz à cultura da rua e põe em foco personagens, mentalidades e ambientes que compõem o hip hop. Ilustrado com mais de 100 fotos coloridas.
Dados Técnicos
ISBN:2147483647
Páginas:160
Ano:2001
Edição:1
Idioma:Português
Peso:300
Quando o assunto é Racionais MCs, não existe acordo comum em torno da vendagem dos discos do grupo, principalmente a de "Sobrevivendo no inferno" (1997), o mais famoso deles. Uns dizem que foram 500 mil, outros arriscam até 1 milhão de cópias. Independente da diferença que separam os dois números, a opinião é unânime na hora de atribuir a Mano Brown e Cia., a responsabilidade de difusão do rap no Brasil. Apesar da letra quilométrica, "Diário de um detento" atravessou as trincheiras da periferia paulista, tornou-se um grande sucesso e marcou o início de um novo capítulo na história do hip hop tupiniquim. Enredo esse que só agora ganha um livro à altura de sua importância. Depois de dois anos e uma leve recauchutagem, o trabalho de conclusão do curso de jornalismo de Janaina Rocha, Mirella Domenich e Patrícia Casseano, Hip hop, a periferia grita (Editora Fundação Perseu Abramo), chega às lojas, trazendo uma caprichada radiografia do movimento.
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